Primeiro a saber. Sou mãe. Tenho 2 filhos gémeos com 10 anos, atualmente no 5º ano. A saber também. Durante mais de 20 anos segui uma profissão que não tinha nada a ver comigo e que nunca me deixou completamente satisfeita, apesar de ser bem sucedida.
Porquê esta introdução?
Para saberem porque é que quando descobri a vertente do Coaching Escolar, não pensei 2 vezes e decidi que seria este o meu caminho e o meu propósito. Porque, eu sabia que o meu propósito era ajudar e acompanhar as pessoas através do Coaching, mas faltava-me ainda mais qualquer coisa. Eu sabia que tinha de ter um ponto de diferenciação, mas na verdade não sabia bem o quê. Até que, nós que depois de passar pelo processo de coaching a nós proprias, ficamos muito mais atentas e com uma visão muito maior da realidade e das perspectivas que se nos apresentam, olhei para os meus filhos, para as dificuldades dos mesmos e não tive duvidas. Não quero, que os meus filhos sejam como eu fui na escola. Quero que eles sejam seres com maior inteligência emocional, mais conscientes das suas decisões e das suas capacidades, com maior confiança e maior segurança em todos os aspectos. E... queria que eles aumentassem os seus resultados escolares e começassem a gostar mais da escola. (Os meus filhos detestam a escola e se pudessem e nós deixássemos, passavam todo o santo dia a jogar jogos electrónicos ou a jogar à bola).
Dizem-me que talvez não resulte, um Coach fazer coaching aos próprios filhos, mas mal com certeza não fará. O nosso sistema de ensino está muito atrasado no que diz respeito ao desenvolvimento pessoal e tendo em conta a sociedade tecnológica em que vivemos. Mas neste processo tentei encontrar uma forma de levar o Coaching à Escola, para poder de alguma forma fazer parte do processo de mudança de mentalidades e de (des)formatação das mentes das crianças.
Criei um programa a que chamei PODEROSA.MENTE. Porquê? Porque a nossa mente é de facto poderosa e nós não temos noção das capacidades dela.
Neste programa, apresento às escolas, colégios, centros de estudo e centros desportivos uma forma de, brincando, com dinâmicas de grupo, as crianças conseguirem aos poucos ir libertando-se de crenças que, desde crianças, o cérebro retém, como.... "eu não gosto da escola", "eu não sei fazer nada", "eu não percebo nada de matemática", "isto é muito dificil", etc.
Além das dinâmicas, trabalho com cada criança individualmente, descobrindo com a criança formas de aumentar a concentração na sala de aula, de aumentar os resultados e de se organizar melhor.
Está a ser uma descoberta incrível esta. E sei que não estou sozinha neste processo pois durante esta semana descobri pessoas que tal como eu partilham desta visão, deste sonho, de tornar as escolas mais adaptadas com o objetivo de desenvolver o potencial das crianças, dos jovens e dos agentes educativos. Isto não é um sonho. É real. E tu podes fazer parte deste processo, como agente educativo, como aluno.

